Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Cortiça...

A cortiça provém da casca do sobreiro, sendo preciso 25 anos até que o seu tronco comece a produzir cortiça e seja rentável. É uma árvore com características próprias e cresce nas regiões mediterrânicas como Espanha, Itália, França, Marrocos, Argélia e, sobretudo em Portugal, o que faz com que a indústria corticeira seja de grande importância económica.

Há séculos que o mais fiel representante da cortiça no mundo é a rolha natural, pois é de uma qualidade excepcional e ainda hoje é preferido e requisitado pelos grandes produtores de vinho.

No entanto o progresso tecnológico e científico permitiu desenvolver uma gama diversificada de produtos derivados da cortiça, por exemplo, tecidos, mobiliário, acessórios, elementos decorativos, entre outros.

 

 

O sobreiro encontra-se disseminado por todo o país, do Minho ao Algarve, exclusão feita às zonas mais adversas de Trás-os-Montes e os mais frios cumes e vertentes do norte de Portugal. Existem ainda pequenos bosques que são considerados reservas ecológicas como a da Serra do Gerês e de Bornes, mas também a das Serras da Estrela, Marão, Lousã, Gardunha e Caramulo.

No entanto, é costume associar o sobreiro à paisagem alentejana,montado de sobro, onde de facto, subsiste em grandes concentrações.

Tal como os vinhedos do vale do Douro ou a mata Atlântica no Brasil, as florestas de sobreiros são um ecossistema muito particular, de delicado equilíbrio e que subsiste apenas na bacia mediterrânica (Portugal, Espanha Argélia, Marrocos, …) sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica ,como é o caso de Portugal, um país que se orgulha de possuir a maior extensão de sobreiros do mundo (730 mil hectares, cerca de 33% da área mundial). Considerado património nacional, há séculos que o montado de sobro é legalmente protegido (Decreto-lei nº 169/2001), sendo proibido o seu abate e incentivada a sua plantação e exploração, uma iniciativa em que Portugal foi pioneiro e que se tem revelado acertada, pois actualmente, a extracção da cortiça para o fabrico de rolhas transformou-se numa indústria de enorme importância económica e este país, o seu principal exportador mundial.  (Gabriela, Joana, Ana e Susana / 11º E)

publicado por esas às 18:26
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Turismo Rural

O turismo em espaço rural (TER) visa a utilização dos recursos locais de forma a preserva-los  e valoriza-los, deverá desenvolver-se   respeitando  o ambiente e o legado cultural, da área onde acontece, tendo em atenção a melhoria da qualidade de vida da população local, sempre de forma a proteger e criar oportunidades para as gerações futuras.

De forma a conseguir chegar a uma grande parte da população, o turismo rural distingue-se em várias modalidades: turismo rural, turismo de habitação,  agro turismo e o turismo de aldeia entre outros.

O turismo rural desenvolve-se em casas rústicas particulares com características arquitectónicas próprias do meio rural em que se inserem.

O agro turismo caracteriza-se por permitir que os hóspedes observem, aprendam e participem nas actividades das explorações agrícolas.

O turismo de habitação é o serviço de hospedagem de natureza familiar, prestado a turistas em casas antigas particulares, escolhidas pelo seu valor arquitectónico, histórico, ou, representativas de uma determinada época, nomeadamente, os solares.

O turismo de aldeia, é o serviço de hospedagem prestado num empreendimento composto por um conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa aldeia e exploradas de forma integrada, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários.

       Devido ao crescimento urbano , a população citadina,  procura o interior do nosso país, de forma a “desligar-se” do stress e fugir à poluição. Como resposta  a esta tendência desenvolveu-se o turismo em espaço rural (TER) que tem como principal objectivo oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores das nossas áreas rurais, de forma também a preserva-los num ambiente saudável e tranquilo oposto à vida citadina. Este constitui um importante factor de desenvolvimento dessas áreas.

Esta actividade, em Portugal, já atinge valores significativos com relevância para o país. Em 2007 estavam em funcionamento cerca de 1023 unidades de turismo em espaço rural. Actualmente o número de dormidas é estimado em 664.5 mil sendo que 55% do total refere-se à população residente no país e os restantes 45% representam a população estrangeira liderando o mercado a população alemã com 25%.

 

 

Neste mesmo ano as modalidades de turismo em funcionamento com algum peso eram o turismo rural com 38%, as casas de campo com 23% e o turismo de habitação com 30%.

As actividades turísticas nas áreas rurais devem ser planeadas no respeito pelo ambiente e pelos valores culturais, locais, promovendo a qualidade da oferta, ajustando-a à capacidade de ocupação de lugares e incentivando a redução da sazonalidade.

O desenvolvimento sustentável do turismo, segundo a Organização Mundial do Turismo, deverá conciliar as necessidades dos turistas de hoje e das regiões de acolhimento, e simultaneamente, proteger e criar oportunidades para o futuro.

Assim, o turismo sustentável deve ser encarado como um meio de gestão dos recursos, que responde às exigências económicas, sociais e estéticas, preservando a integridade cultural, os processos biológicos essenciais e a diversidade biológica.

Sem duvida alguma, o turismo rural é um forte factor para o desenvolvimento económico das áreas rurais, uma vez que promove o património da região, dinamiza outras actividades económicas, criando emprego, logo, gerando riqueza, que aplicada na própria região, permitirá a sua sustentabilidade e, a melhoria do bem estar e da qualidade de vida da população local .

 Mariana, Daniela, Bruno Pina, 11ºE  e  Bruna Almeida, Ana Soares, Carla Trindade, 11ºD

 

 

 

publicado por esas às 17:21
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Vinho do Porto

 

 

O vinho do Porto, produto único no mundo e de qualidade assumidamente superior como bebida de classe, nasceu nas encostas do rio Douro por volta do século III, ou IV da era Cristã. Vestígios arqueológicos de lagares e recipientes para vinho têm sido achados por toda a região duriense evidenciando os registos documentais que se conheciam há muito tempo. No entanto, o nome pelo qual ficou conhecida a mais famosa bebida portuguesa só adquiriu essa designação há cerca de 300 anos, quando se começou a dar mais atenção à viticultura e à exportação do vinho, levando-o ao expoente máximo da classificação ao ser criada a região demarcada mais antiga do mundo, em 1756, por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

 O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de aromas incomparáveis, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.) e uma vasta gama de doçuras e cores. A doçura do vinho é uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.

É um vinho rico, natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro.

É preciso não esquecer que as condições naturais próprios desta zona (terrenos xistentos, clima e relevo) influenciam as características das uvas e do vinho que delas se obtém.

A Região Demarcada do Douro abrange quase toda a unidade geológica denomi­nada Complexo Xisto-grauváquico ante-ordovício do grupo do Douro.

Muitos são aqueles que consideram que os vinhos dos terrenos de origem xistosa são de melhor qualidade do que os provenientes dos terrenos graníticos. J. CARVALHO, (1948) afirma que as vinhas plantadas em granitos a sul de Barcos não podem ser comparadas com as cultivadas nos terrenos de xisto, tanto no que se refere à quantidade como à qualidade do vinho.

A Região Demarcada do Douro possui ainda características muito próprias no que se refere ao clima, características que a diferenciam de toda a área envolvente, tanto no que diz respeito à precipitação, como à temperatura.

Nesta área os valores médios de precipitação anuais podem ser inferiores a 300 mm, típico do fundo dos vales muito encaixados como, como é o caso do vale do rio Côa. Na verdade, toda a área da Região Demarcada do Douro apresenta valores muito baixos de precipitação já que são sempre inferiores a 1000 mm .

O número de dias de precipitação apresenta também, valores médios anuais muito baixos, sendo mesmo em alguns locais inferiores a 60 dias.

Estas características são justificadas pelo facto, de esta região se encontrar abrigada relativa­mente aos ventos marítimos, devido à sua posição a ocidente dos conjuntos monta­nhosos do Montemuro e do Marão-Alvão, onde a precipitação média anual é das mais elevadas de Portugal. A eficácia desta barreira montanhosa, que separa Trás-os-Montes e o Alto Douro da influência do Atlântico, deve-se essencialmente à sua forma em V aberto para leste, favorável à divergên­cia dos ventos de Oeste carregados de humidade.

A temperatura é um outro elemento climático que diferencia bem a Região Demarcada do Douro dos planaltos e montanhas que a circundam.

Segundo (N. ABREU 1991) no período de maturação, as variações diárias de temperatura deverão ser pequenas para originar uma boa maturação, ou seja, uma percentagem provável de açúcar variável entre 12% a 14%, necessária a um bom vinho do Porto. Este aspecto é condicionado pela morfologia já que a carta das temperaturas activas demonstra que os locais mais quentes, são aqueles que asseguram uma melhor qua­lidade da cultura da vinha, se situam no fundo dos vales.

Nesta zona predominam os vales fortemente encaixados. Tanto, o rio Douro como os seus principais afluentes apresentam na Região Demarcada do Douro vales fortemente encaixados, com profundidades muitas vezes superiores a 200 metros. Este facto influenciona a distribuição da precipitação e da temperatura. Mas, estes encaixes profundos dos vales reflectem-se também noutras carac­terísticas, como é o caso da exposição das vertentes aos raios solares, que condiciona a qualidade do mosto e do vinho. Normalmente, as vertentes soalheiras são aquelas que oferecem melhores condições para a prática desta cultura, pois o maior grau de insolação provoca uma melhor maturação das uvas. Mas quando a uma exposição forte ao sol se alia a uma secura muito forte, em nada favorece a qualidade do mosto.

Concluí-se assim, que a exposição das vertentes aos raios solares, aliada à temperatura e precipitação, poderá influenciar a escolha das castas a plantar no sentido de se obter uma boa qualidade dos vinhos, assim como uma maior rentabilização dos terrenos.

Ana, Gabriela, Joana e Susana / 11ºE

 

 

 

publicado por esas às 17:03
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