Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Floresta Portuguesa - Particularidades

A Floresta Portuguesa ocupa 3.3 Milhões de hectares, o que corresponde 38% do território nacional. Segue-se 33% com ocupação agrícola e 23% com áreas de incultos. O potencial de crescimento da área arborizada é de cerca do dobro caso sejam aproveitadas as áreas de incultos e improdutivos.

A distribuição segundo as principiais espécies, indica o pinheiro bravo como a espécie florestal predominante, com 29,1% da ocupação, equivalente a 976 mil hectares. Segue-se o Sobreiro com 21,3%, o que corresponde perto de 713 mil hectares e o Eucalipto com 20,1%, o que corresponde a mais 672 mil hectares de floresta.

Os bens produzidos pela via da actividade florestal, sustentam uma importante e integrada cadeia industrial, baseada em recursos naturais, suportando por si, um forte sector de exportação. Por conseguinte, a floresta e a actividade florestal em Portugal são uma importante área da nossa economia. Portugal, no contexto Europeu e mesmo Internacional é um país especializado no sector florestal, sendo a receita um importante contributo para o PIB. Maior até que a média Europeia.

Do ponto de vista de transacções para o mercado internacional de produtos florestais e de base florestal, os mais importantes são: papel e cartão, pasta de papel, cortiça, madeira e produtos de resina e mobiliário.

Algumas particularidades da floresta Portuguesa são no entanto determinantes para planeamento e gestão, a saber:

  • Uma relação entre floresta e sociedade secular e bem estabelecida
     
  • Uma floresta alvo dos maiores programas de florestação em grande escala do século vinte (a floresta aumentou a sua área de 2 milhões para 3.3 milhões nos últimos cem anos)
     
  • Múltiplas regiões, com espécies florestais e sistemas de silvicultura diferentes e a necessidade de promover o uso múltiplo da terra e a fixação das populações.
     
  • Legislação especifica para o sector florestal dirigida para o desenvolvimento de estratégias regionais e planeamento florestal
     
  • Tendência para ocorrência de fogos florestais
     
  • Importância de algumas espécies florestais, tais como: Sobreiro, o Eucalipto e o Pinheiro Bravo.
     
  • A complexidade da propriedade florestal com apenas 15% pertencente ao Estado e à Indústria. O restante pertence a mais de 400 000 proprietários florestais privados que, segundo o relatório CESE, em 1991, apenas 41,7% da área era sujeito a qualquer tipo de gestão

Todas estas particularidades referidas e outras não listadas, constituem um estímulo na vontade de promover a actividade florestal de modo sustentável tomando em linha de conta critério sociais, económicos e ambientais no quadro de desenvolvimento e promoção do PEFC Portugal.

 

Fonte: DGF/Dados do Inventário Florestal Nacional de 2001
publicado por esas às 18:34
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