Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Somos "aquodependentes"

 

" O direito humano à água é indispensável para uma vida com dignidade . É um pré-requisito para que os outros direitos humanos sejam possíveis”.

De facto, a àgua é um dos maiores, senão o maior bem da humanidade.  Indispensàvel a todo o tipo de vida, essencial na higiene e saúde pública, vital para uma agricultura e indústria sustentável, a àgua tem vindo a ser, desde os primórdios da civilização, o bem mais consumido e dos mais disputados.

Somos “aquodependentes” em termos biológicos, sociais e económicos.

A água cobre cerca de 71% da superfície do planeta no entanto 97,2% é salgada e 2,8% é doce.

Da água doce 2,15% encontra-se  nas calotes glaciares ,0,625% nas águas subterrâneas, 0,009  nos lagos e rios e 0,001% na atmosfera.

No Homem , ela representa cerca de 65% a 75% do seu peso e, para se manter viva cada pessoa necessita de consumir em média cerca de 2,5 litros de água por dia.

 

Como o regime de chuvas varia muito entre as diferentes áreas de um mesmo continente e a população não está distribuída de forma homogênea, a disponibilidade de água doce per capita é bastante desigual nas várias regiões do planeta.

Variações climáticas periódicas podem agravar as secas, provocando morte e sofrimento humano, e também causar as cheias, que são um dos piores desastres naturais em termos de vítimas e de danos elevados às propriedades e aos solos agrícolas.

A escassez da água em certas regiões do Globo é uma das principais causas do subdesenvolvimento e da fome.

Hoje em dia, cerca de 1,5 milhões de pessoas não tem acesso à água potável, o que as obriga a ingerir muitas das vezes água que se encontra contaminada,  sendo este facto responsável por cerca de 80% das doenças das pessoas desses países.

A água é um recurso natural essencial à vida. Todos nós, pessoas, plantas, animais, … necessitamos diariamente dela nas mais diversas actividades. No entanto, nem sequer pensamos que a água é um recurso esgotável e vital para a sobrevivência de qualquer ser vivo.

 

Sem água não é possível qualquer tipo de desenvolvimento quer a nível económico, quer social, quer cultural.

Esta é fundamental para o progresso da sociedade e do planeta!

12ºD

  

publicado por esas às 22:24
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Por uma geopolítica da água: conheça o mapa dos conflitos.

Os aspectos espetaculares das sucessivas crises do petróleo, com a escassez imediata e o aumento dos preços, fez com que grande parte da população mundial acreditasse que o esgotamento das reservas naturais do planeta era parte de uma questão energética, que poderia ser resolvida através do aporte tecnológico. De forma silenciosa, contudo, uma outra escassez avançava, sem ser vislumbrada em toda sua ameaça: a falta de água potável.

Por: Francisco Carlos Teixeira*    18/03/2005 
 
 

Pela própria natureza da Terra, a água doce, potável e de qualidade encontra-se distribuída de forma bastante desigual. As regiões setentrionais do planeta, embora com grandes rios – Danúbio, Reno, Volga, Lena – ou na América – o São Lourenço, Mississipi, Missouri – concentram grandes aglomerações demográficas, que consomem volumes crescentes de água potável. Além disso, a generalização da agricultura moderna – subsidiada com milhares e milhares de dólares, tanto na União Européia, quanto nos EUA – ampliou tremendamente o consumo de água. Muitas vezes, a riqueza produzida por tal agricultura subsidiada não paga os imensos gastos de armazenamento, dutos e limpeza investidos no processo de sua própria disponibilização.


Em quase todos os casos, as grandes reservas de água na Europa e nos EUA padecem de problemas que afetam sua qualidade. Na Europa, hoje, a água é um item de consumo semanal, constituindo-se item obrigatório nos supermercados. A grande poluição industrial – por exemplo, no Reno – ou a qualidade – o caso das águas calcáreas da França e da Alemanha – obrigaram a população a aceitar a água como mercadoria vendida em supermercados.


Nos EUA a expansão da agricultura subsidiada consome a maior parte da água potável, além da poluição que avança sobre grandes reservatórios, como nos Grandes Lagos. Além disso, a construção de cidades “artificiais”, muitas vezes em pleno deserto – como Las Vegas – implica numa pressão crescente sobre os reservatórios existentes.


Os grandes reservatórios encontram-se, ao contrário, nas áreas tropicais e subtropicais, quase sempre em função do regime de chuvas, a existência da floresta tropical úmida (the rain Forest, dizem os americanos) e aos grandes sistemas hídricos (tais como o Congo, o Amazonas, o Paraná-Paraguai ou os Grandes Lagos da África Central). Coincide aqui a existência de grandes reservas hídricas, com populações em expansão, forte conflitos étnicos e religiosos, além de escassez de recursos para a preservação, já que a maioria dos países da região encontram-se sob forte monitoramento financeira internacional visando a implantação de gestões neoliberais.


Assim, o pessoal técnico, as estações de tratamento, a reciclagem e a construção de mecanismos que evitem que o lixo contamine os aqüíferos entram, todos, na categoria de obras supérfluas, condenadas pelas medidas de manutenção de grandes saldos orçamentários.


De qualquer forma, o consumo da água multiplicou-se por seis no século 20, duas vezes a taxa do crescimento demográfico do planeta. Baseando-se em tais dados, calcula-se que em 2025 cerca de 3,5 bilhões de pessoas estarão sofrendo com a escassez de água.


Neste sentido, a água tornou-se uma questão de segurança e de defesa do Estado-Nação, devendo constar do planejamento estratégico de todos os países, em especial daqueles considerados “fontes hídricas”.


Água: o desenho da crise


Algumas regiões do planeta encontram-se, já hoje, em situação de escassez de água. Enquanto alguns simplesmente optaram, num primeiro momento, pela sua extrema mercantilização – como na União Européia –, outros procuram saídas políticas e científicas.


As regiões mais críticas hoje são China Popular, Índia, México e Chifre da África e confrontantes. Em tais regiões, os lençóis freáticos têm registrado uma queda de 1 metro por ano, acima da taxa natural de reposição, apontando para uma grave crise no horizonte de 20/25 anos. Em outras regiões, onde a água existe, mas em pequena quantidade, a questão reside na sua divisão, no seu acesso e garantia de fluxo constante.


Aqui as localidades mais atingidas são o Oriente Médio, Norte da África e mais uma vez o México. Algumas outras regiões, bastante ricas, expandiram sua população por cima da capacidade de abastecimento, produzindo poluição e escassez, como no caso de Taiwan, o cinturão renano europeu, a Austrália e as áreas centrais do Meio-oeste americano. Por fim, outras regiões possuem grandes aqüíferos, contudo a ausência de obras de infra-estrutura afeta sua distribuição e sua qualidade, como no Brasil, Indonésia ou Nigéria.


Uma questão paralela junta-se ao problema da escassez: de água de boa qualidade supõe energia, uso extenso de energia. As estações de filtragem e tratamento são grandes consumidoras de energia; as usinas de dessalinização – em Israel e no Golfo Pérsico – são caras e consumidoras de energia em alta escala; os dutos e sua adução, distribuindo água de regiões abundantes para regiões de escassez (como é o caso do Brasil), implicam em grandes gastos de energia.


Mesmo a purificação da água via vapor é, evidentemente, dependente do consumo de energia. Em alguns casos, a destruição de redes de transmissão de energia ou de estações de energia, como na Croácia entre 1991 e 1994, e no Iraque, em 1991 e atualmente, paralisou o fornecimento de água potável, levando a grandes explosões de pandemias, com elevadíssimas taxas de mortalidade infantil.


Assim, muitos países passaram a investir em energia nuclear, visando baratear o acesso água de boa qualidade, como é o caso do Irã, Brasil ou Finlândia.


A Guerra da Água


Em alguns casos o acesso à água acabou por levar a conflitos abertos, outras vezes encontrava-se como elemento embutido em estratégias de Estados ao fazerem guerra aos seus vizinhos. O caso clássico é de Israel, onde a agricultura no deserto – fator fundamental de enraizamento de uma população desacostumada ao seu próprio país – implicava na multiplicação de colônias agrícolas, onde o padrão de vida (e logo o consumo de água) era mais elevado do que na maioria dos vizinhos. Assim, a garantia de controle dos aqüíferos – no Sul do Líbano, na bacia do Jordão – impunha-se como objetivo estratégico.


Porém, este não é o caso mais grave. Existem hoje no mundo cerca de 200 sistemas fluviais que cruzam a fronteira de dois ou mais países, além de 13 grandes rios que banham 4 ou mais países, compartilhados por 100 diferentes nações. As chances de conflito na gestão de tais recursos são bastante elevadas. Muitos desses sistemas são utilizados até a sua exaustão, e muitos já não atendem mais às necessidades dos consumidores da ponta final. O rio Amarelo, na China, o Ganges, na Índia, o Nilo, na África, e o São Francisco, no Brasil, estão notoriamente abaixo de suas marcas históricas e o aumento do consumo pode exaurí-los em um espaço de 10 anos.


No Norte da África, a escassez de água cria duas formas distintas de tensões:

- tensões internacionais entre Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia pelo uso de reservas e do lençol freático, tendo na Tunísia seu epicentro;
- tensões internas entre setores sociais e econômicos em disputa pela água.


O setor hoteleiro – bastante desenvolvido pela Tunísia e Marrocos – é acusado de oferecer água em abundância aos turistas, enquanto a massa da população sofre a penúria. Enquanto isso, acusam a agricultura marroquina, tunisiana e argelina de gastar água numa atividade de baixíssima remuneração.


Ainda no Norte da África, Egito, Sudão e Abissínia discutem o regime do Nilo e as formas de aproveitamento, gerando crises cíclicas de relacionamento.
No Oriente Médio – além do caso de Israel – a Turquia ameaça o controle das fontes do Eufrates, colocando a Síria e o Iraque em clara situação de dependência e alto risco.


Na América do Norte, o aproveitamento do Rio Bravo (ou Grande), na fronteira dos EUA com o México é uma fonte constante de atritos, com os desvios crescentes para a irrigação e o abastecimento das cidades e da agricultura norte-americanas.
Na Ásia Central, o controle do Tibet/Pamir, de onde provêm as fontes dos rios que correm para a China, Paquistão e Índia agudizam os conflitos na Cachemira, Nepal e Tibet.


Na África do Sul, a situação da Namíbia é crítica, enquanto todo o Sahel (a franja entre o Shara e a savana semi-árida africana) ameaça alguns milhões de pessoas com a fome. Ali, Chad, Mali, Niger e Líbia enfrentam-se constantemente, visando o controle de lagos e oásis do deserto.


A irrupção das crises


Esta geopolítica da escassez da água pode levar muito rapidamente a agudização do quadro, desembocando em graves conflitos inter-estatais. Devemos ter claro em mente que a questão da água não se encontra divorciada da chamada “questão ecológica”, e muitas das medidas referentes à preservação ambiental são de caráter preservacionista também em relação à água e de suas reservas. Assim, uma “guerra da água” seria também uma “guerra pela ecologia”.


Os cenários mais claros de crise apontam para as seguintes situação de crise envolvendo a questão do multi-uso das reservas: a região do Nilo; o acesso às águas do Eufrates; o controle dos mananciais na Ásia Central; o controle da terras altas chuvosas em Ruanda e na Somália; o controle das terras chuvosas no Quênia e Zimbábue; o controle de lagos e oásis no Sahel; a disputa pela Planície de Poljie, entre Croácia e Sérvia.


Estes são os pontos mais críticos numa geopolítica atual da água. Entretanto, a continuidade do efeito estufa e uma possibilidade de fracasso dos mecanismos preservacionistas em escala mundial poderão acirrar a questão.


Assim, os países considerados “reservas hídricas” não estariam a salvo de expedições visando a internacionalização de seus recursos, que seriam declarados “bens coletivos da humanidade”.


* Francisco Teixeira é professor titutar de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Terça-feira, 9 de Março de 2010

Inquérito revela prós e contras da Internet

A maioria dos especialistas acredita
que faz o ser humano mais inteligente

2010-03-08 - CIÊNCIA HOJE

 Hal Varian, da Google, acredita que a Internet vai permitir que as pessoas realizem o seu potencial 

A Internet está a fazer-nos mais inteligentes. Este é um dos resultados do mais recente inquérito do Pew Research Center. Pelo quarto ano consecutivo, a Pew Internet & American Life Project e a Elon University's Imagining the Internet Center levam a cabo o estudo «Future of the Internet», no qual pretendem lançar luzes de como a tecnologia irá afectar o ser humano nos próximos dez anos.


O inquérito foi realizado através de cinco perguntas a 900 especialistas na área, entre eles, professores universitários e responsáveis por empresas tecnológicas.

Esta ‘sessão’ do estudo foi a mais provocadora das quatro. Duas das perguntas debruçavam-se sobre a possibilidade da Internet estar a modificar o intelecto humano. Questionava-se também se as inovações tecnológicas continuariam a surpreender a humanidade.

As duas últimas tinham um carácter mais social, a saber: se continuaria a existir o princípio de «neutralidade da rede» e se daqui a dez anos seria ainda possível ser-se «anónimo» na Internet.

As conclusões parecem ser animadoras. Dos 900 especialistas, 76 por cento acredita que a Internet está a tornar o ser humano mais inteligente. Isto vem contradizer um artigo publicado em 2008 na revista «The Atlantic», intitulado «Is Google Making Us Stupid?» (Estará o Google a tornar-nos estúpidos?), de Nicholas Carr. Ali, um grupo de neurologistas e psicólogos defendia que o fácil acesso a dados e a própria forma de navegar na Internet limitava a nossa capacidade de concentração.
Neste estudo, a maior parte dos especialistas acredita que a Internet potencia das habilidades mentais. Apenas 21 por cento considera que o seu impacto será negativo. Carr está entre eles pois acredita que o preço da rapidez de acesso à informação é “a perda de profundidade do pensamento”.

Hal Varian, da Google, contrapõe esta opinião defendendo que a Google está a tornar-nos mais informados. A pessoa mais inteligente do mundo pode estar atrás de um arado na China ou na Índia. Disponibilizar acesso universal à informação vai permitir que as pessoas consigam realizar o seu potencial, promovendo benefícios para o mundo inteiro”.

O vice-presidente da Associação de Investigadores de Internet, Alex Halavais, não acredita nem numa coisa, nem noutra, pois acha que a pergunta está mal feita. “Reter uma informação que fácil de encontrar através do Google não é um sinal de inteligência. Ser capaz de descobrir informação de forma rápida e eficaz e resolver problemas será o que temos de ter em conta.

À segunda pergunta, 65 por cento dos entrevistados responderam que em 2020 a Internet terá melhorado a nossa capacidade de ler e de escrever. Esta melhoria será evidente tanto mais que os novos leitores serão comparados com a geração anterior – a da televisão, defende Stephen Downes, do Conselho Nacional de Investigação do Canadá.

A tecnologia vai continuar a surpreender

Os avanços tecnológicos vão continuar a surpreender os usuários da Internet. Pelos menos é que acreditam 80 por cento dos inquiridos. O co-fundador do medidores de blogs «Technorati», David Sifry, afirma: Não fazemos sequer ideia de como serão as aplicações em 2020”. Há quem acredita que o aumento da banda larga e da potência dos computadores vai provocar uma nova onda de inovações.

Quanto à questão da neutralidade da Internet, apesar de 61 por cento acreditar que vai manter-se, todos reconhecem que existe perigo de deixar de ser livre. Isto pode acontecer se houver uma centralização de poder de operadoras ou um controlo político e económico.

A última questão, sobre o anonimato na rede, divide os especialistas. Num mundo onde a identificação está cada vez mais presente, 41 por cento acredita que será difícil manter o anonimato. No entanto, 55 por cento pensa que a privacidade vai prevalecer.

 

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

"5 minutos com sumo ..."

Hoje é 6ª feira, 5 de Março de 2010

semana do jovem consumidor

 

 

 

O dinheiro dá felicidade? Aqui está uma pergunta antiga, nada fácil de responder. Mas certo é que os problemas de dinheiro podem ser uma importante fonte de infelicidade.

 

A segurança económica contribui muito para a sensação de felicidade. Insegurança e felicidade não são compatíveis. Por isso, é muito importante podermos sentir-nos seguros de termos o dinheiro necessário ao estilo de vida que consideramos satisfatório e, se calhar, à concretização de um ou outro sonho.

 

De certa forma, tinha-se instalado, na nossa sociedade, a ideia de que o Estado olharia por nós na velhice, na doença, no desemprego. E assim começou a desaparecer um hábito, quase um instinto, que acompanhou muitas gerações: guardar uma parte do rendimento para os imprevistos da vida. Factores como o envelhecimento da população e o baixo crescimento da economia estão já a limitar os apoios que o Estado pode conceder. Não podemos esperar que seja o Estado a cuidar de nós.

 

Porque há tempos bons e maus, é importante poupar. Poupar significa ter uma atitude racional perante a vida, ser menos impulsivo, não querer tudo imediatamente, planear os gastos com mais cuidado, não pensando apenas no presente.

 

Muitas pessoas dizem que não conseguem poupar. Outras fazem-no naturalmente. Poupar é uma atitude que se pode aprender e desenvolver. Uma certa pessoa chegou à conclusão de que nunca conseguia poupar, não porque fizesse despesas extravagantes, mas porque gastava muitas vezes em pequenas coisas que comprava impulsivamente. Para ultrapassar esse problema, aprendeu a técnica dos 10 segundos: agora, antes de fazer qualquer compra, por muito reduzido que seja o seu valor, pensa durante 10 segundos nas seguintes questões: Preciso mesmo disto? Se preciso, será que não há uma alternativa mais barata, igualmente satisfatória? Para além de poupar, passou a evitar ter de fazer a si própria aquela outra pergunta, tão incómoda, que todos fazemos por vezes: “Afinal, para que é que eu comprei isto?”

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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Sismo no Chile terá reduzido duração de dias na Terra

Sismo no Chile terá reduzido duração de dias na Terra

Cálculo foi baseado num complexo modelo computadorizado

Cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa), afirmam que o terramoto de magnitude 8,8 graus na escala de Richter que atingiu o Chile, no passado dia 27 de Fevereiro, pode ter reduzido a duração dos dias na Terra.

O artigo da Nasa revela ainda que pode ter alterado o eixo da Terra e reduzido em 1,26 microsegundo (ou 1,26 milionésimo de segundo) em cada dia. Os responsáveis pelo estudo fazem parte da equipa do cientista Richard Gross e realizaram um cálculo por meio de um complexo modelo computadorizado sobre como é que o abalo teria modificado a rotação do nosso planeta.

Richard Gross, autor do estudo, disse que a alteração provocada pelo tremor num dos eixos da Terra foi ainda maior, ou seja, de oito centímetros e que pode ter sido maior do que o observado no sismo que atingiu a Sumatra em 2004, com magnitude de 9,1 graus.

Apesar do sismo que sacudiu o Chile ter sido muito menor do que o da Sumatra, prevê-se que tenha alterado mais a posição do eixo da Terra por dois motivos: primeiro, ao contrário do anterior, localizado perto do Equador, o terramoto chileno aconteceu nas latitudes abaixo dele, o que o torna mais eficaz na mudança do eixo do planeta e, segundo, a falha responsável pelo sismo chileno foi mais profunda e num ângulo ligeiramente mais acentuado. ( Ciência Hoje)
 

 

publicado por esas às 09:33
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" 5 minutos com sumo..."

Hoje é 5ª feira, 4 de Março de 2010

semana do jovem consumidor

Que quantidade de água há num café? Se te dissessem que numa chávena de café estão 140 litros de água, acreditavas? Bem, deixa apresentar-te o conceito de «água virtual»…

 

A água é um recurso vital para o ser humano. Vital e escasso. Usamos muita água para beber, cozinhar, lavar… mas mais ainda para a produção de bens como alimentos, papel, tecidos, etc. A água virtual de um produto é o volume de água usado para produzir esse produto, isto é, a soma das quantidades de água que foram consumidas, directa ou indirectamente, nas várias etapas da produção. O adjectivo “virtual” pode ser enganador: essa água consumida é água verdadeira, que foi efectivamente utilizada, mas não está presente no produto no momento em que o consumimos.

 

E a partir deste raciocínio, podemos comparar vários produtos: a produção de uma fatia de pão corresponde a 40 litros de água virtual, mas se lhe pusermos uma fatia de queijo, já sobe para os 90 litros; um bife de frango corresponde a 1100 litros mas se for de vaca são 4 vezes mais água; 1 copo de leite, 200 litros; 1 ovo, 135 litros; 1 maçã, 70 litros. O fabrico de uma t-shirt de algodão exige o consumo de 2.000 litros de água. Quem diria?

 

Há muita coisa invisível nos produtos que consumimos. Todos os produtos que compramos têm uma história. Não nascem na prateleira do supermercado. Foram produzidos de determinada maneira, gastou-se energia, água e outros recursos, foram produzidos resíduos, poluição e contaminações. Houve pessoas que trabalharam duramente, foram bem ou mal pagas, expuseram-se ou não a produtos químicos, a riscos de saúde, a boas ou más condições de trabalho, viram os seus direitos

respeitados ou não.

 

Por trás dos nossos consumos há outros consumos. Para nós podem ser “virtuais” mas, para outras pessoas e para o planeta, são bem reais. O que sabemos realmente sobre os produtos que consumimos? Na maior parte dos casos, apenas o que diz o rótulo ou o que afirma a publicidade. Este tipo de informação será suficiente? Devemos querer saber mais?

publicado por esas às 09:22
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Terça-feira, 2 de Março de 2010

" 5 minutos com sumo..."

Hoje é 4ª feira, 3 de Março de 2010

 

 

semana do jovem consumidor

 

 

 

 

Há um velho ditado que diz que há duas maneiras de fazer um burro avançar: ou se põe uma cenoura à sua frente ou se lhe bate com um pau por trás. Imagina que os burros eram as empresas. E imagina que queríamos que as empresas avançassem num certo sentido. Por exemplo, que se tornassem mais amigas do ambiente. Como poderíamos levar as empresas a mudar? Podíamos usar o pau. Nas últimas décadas, os ecologistas e os defensores dos direitos do consumidor têm usado muitos destes «paus», por exemplo, organizando protestos, manifestações, boicotes, processos em tribunal, etc.

 

Mas agora há um movimento que se está a espalhar e que, em vez dos paus, decidiu usar a cenoura. Chama-se mesmo o “Bando da cenoura” (em inglês, CARROTMOB). O que é que fazem? Bom, uma das suas iniciativas é convencer certas empresas, por exemplo, lojas, a tornarem-se mais amigas do ambiente, seja reciclando os seus resíduos, poupando electricidade ou utilizando energias renováveis. E como é que conseguem isso? Passam a palavra, através da internet, e organizam-se em grandes grupos de consumidores interessados em comprar qualquer coisa, por exemplo, pessoas que normalmente compram garrafas de refrigerante. Em vez de cada um comprar numa loja qualquer, o porta-voz do bando pergunta às lojas de refrigerantes da cidade: “Se o meu grupo decidir vir cá fazer as compras num determinado dia, que percentagem desse dinheiro estarão dispostos a investir em energias renováveis?” Depois comparam as respostas e fazem as compras na loja que apresenta a melhor oferta. Com este método, parece que todos ganham: ganham as empresas, sempre interessadas em aumentar os seus lucros, as pessoas fazem as compras que já estavam a pensar fazer e ganha o planeta, o que era o objectivo do grupo.

Já há “Bandos da cenoura” em vários países do mundo, que organizam as suas acções e convidam as pessoas a juntar-se para as tais compras em grupo. No fundo, não é nada de novo, é apenas aquela velha ideia de que a união faz a força. Com os consumidores também é assim.

publicado por esas às 23:45
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